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Danilo de Athayde

Poeta, ensaísta e pesquisador em literatura comparada e estudos da ciência

Nasceu em Salvador, em 1990, e trabalha entre a literatura e a história e a filosofia da ciência. Noemáfagos, obra de poesia digital e livro em preparação, e a tese de doutorado O nome de tudo vêm sendo escritos em par e fazem, cada um com os seus meios, a mesma pergunta, a de como dar a ver o universo que a ciência do nosso tempo consegue descrever.

Trabalhos selecionados

  1. Poesia digital interativa

    Noemáfagos

    Vinte e um poemas, cada um com o seu gesto.

    publicado · noemafagos.com, 2026

    Explorar os 21 poemas

  2. Tese de doutorado

    O nome de tudo

    Dante, Camões, Drummond e a Máquina do Universo.

    em redação · defesa prevista para 2027

  3. Livro de poemas

    Estar na Grama

    O primeiro livro assinado Danilo de Athayde.

    publicado · Patuá, 2024

  4. Artigo

    “A tradição do tempo”

    O tempo contemplativo, da poesia ao cinema.

    publicado · Rebeca, 2025

Toda a obra, com o arquivo completo

Leitura

Trechos de Noemáfagos, com glosas que levam à pesquisa.

Errata (nota)

vv. 1–12 · Noemáfagos

Errata (voltar ao texto)

De Noemáfagos. Na obra digital, em noemafagos.com, o leitor executa as emendas.

noemafagos.com/errata

Onde se lê estrelas fixas (nota),

leia-se estrelas

(quem se mexia era o adjetivo).

1 fixas (voltar ao texto)

As estrelas da oitava esfera, o firmamento que a máquina do mundo ainda mostrava a Dante e a Camões.

O nome de tudo, parte I

Onde se lê epiciclo, risque-se:

epiciclo (nota). Riscada, a roda ainda roda.

5 epiciclo (voltar ao texto)

A roda de Ptolomeu, que ainda gira, inteira, na máquina que Tétis mostra ao Gama no canto X de Os Lusíadas.

Camões, a máquina transuntiva

Onde se lê flogisto, leia-se oxigênio,

e ponha de cabeça pra baixo o sentido de toda chama.

Mas onde se lê o sol se pôs, por favor, deixe estar.

Onde se lê em sete dias,

leia-se ainda (nota).

10 ainda (voltar ao texto)

A passagem do Mundo fechado e nomeável ao Universo em expansão.

O nome de tudo, parte II

Onde se lê no centro,

leia-se a bordo (nota).

Fios máquina do mundo · onomástrofe · realismo assintótico

Fios

Conceitos que os poemas e a tese partilham, de naturezas diferentes.

  • Motivo histórico-literário

    máquina do mundo

    Modelo do cosmos como engenho montado e inteligível, e alegoria cosmopoética desse modelo.

    Por onde começar: O nome de tudo, parte I

  • Diagnóstico crítico

    escassez alegórica

    Dificuldade contemporânea de forjar figuras que medeiem a velha ambição de tornar o todo inteligível, agora que se reconhece que toda representação da totalidade permanece estruturalmente incompleta.

    Por onde começar: After the Machine of the World

  • Operador conceitual

    noemáfago

    Figura que o discurso fabrica no lugar de um referente impossível, quando o contorno de um limite passa a valer como conteúdo.

    Por onde começar: O nome de tudo, parte II

  • Posição epistemológica e ética

    realismo assintótico

    Posição epistemológica e ética que decorre de habitar o horizonte assintótico.

    Por onde começar: O nome de tudo, parte III · em redação

Todos os fios