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Estar na Grama

poemas · 2024

Capa de Estar na Grama: o título num retângulo claro, de filete duplo, sobre a fotografia de um gramado.

Reúne poemas escritos, abandonados e retomados ao longo de uma década, e é o primeiro livro assinado Danilo de Athayde, aquele que o autor considera o seu primeiro de fato. Saiu pela Patuá, em São Paulo, e poemas dele circularam antes e depois na escamandro, na Germina e na Ruído Manifesto. Numa entrevista a Sidney Summers, contou que se propôs, na primeira seção, a que dá nome ao conjunto, uma tarefa “talvez impossível, de imaginar o que seria um ‘Whitman dentro de casa’”.

Quem passar por aqui vai encontrar mesmo essa celebração de estar simplesmente vivo, entre vivos, essa alegria de existir agorissimamente e amar precarissimamente, como é possível.

Do prefácio de Guilherme Gontijo Flores.

Os cães nos vigiavam lentos

os cães nos vigiavam lentos

sobre a terra quente que as folhas recobriam

amarelas. nossos dedos a tarde vermelha refletia

sobre os pelos dos cães o juízo sonolento

daquilo que fazíamos deixando-nos esquecer

como a tarde extinguindo-se também esquecia

Poema da quarta capa.